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Fundado a 13 de Junho de 1937 por Ulrique Diogo Viríssimo, César Vieira Gomes, José Tiago de Almeida, João de Oliveira e Manuel Policarpo de Sousa, o Clube de Futebol Carvalheiro desde sempre assumiu-se como “uma agremiação de desportistas amadores”, conforme determinam os seus estatutos, ainda hoje em vigor. Reza a história da coletividade, com origem no Monte e hoje integrada na freguesia do Imaculado Coração de Maria, que o seu batismo deve-se a um majestoso carvalho que existia no atual local onde está instalada a sede social, inspirando os fundadores para a designação e criação de um novo movimento desportivo.

A primeira reunião deste grupo de entusiastas desportivos terá decorrido a 6 de Junho de 1937 numa oficina de sapatos, propriedade de José Tiago de Almeida, a escassos metros da atual sede. Sete dias depois, aquele grupo de cinco elementos decidiu avançar para a constituição do clube, denominando-o de “Carvalheiro Futebol Club”. Cada um dos fundadores entrou com um escudo, para suportar as primeiras despesas, nomeadamente os equipamentos desportivos necessários para participar nas provas.

A situação geográfica do clube, numa zona então de forte densidade e desenvolvimento populacional, foi a mola impulsionadora para um significativo aumento de associados e atletas, que aproveitavam as instalações da coletividade para confraternizarem no final de tarde dos dias úteis e largas horas aos domingos e feriados. Um ano depois da sua fundação, o Carvalheiro conquistou o primeiro título do Campeonato da Promoção, em futebol. Paulatinamente, a coletividade “verde-negra” foi afirmando também a sua identidade junto das camadas mais jovens do Livramento e arredores, apostando em modalidades como o ciclismo e o hóquei em patins, que alcançaram resultados positivos.

No futebol, conquistou quatro títulos de campeão da Promoção, chegando mesmo a disputar o Campeonato de Honra com Marítimo, Nacional e União, depois de uma brilhante vitória ante o Sporting da Madeira, em 1953. Entre a década de 60 e 80, o clube manteve a prática do futebol e hóquei em patins, tendo nesta última modalidade atingido a III Divisão Nacional.

Na década de 90, o clube viveu períodos conturbados, vindo inclusive a encerrar toda a sua atividade desportiva. Esta “travessia no deserto” durou até ao ano 2004, quando o clube voltou a inscrever a sua equipa de futebol nas provas da Associação de Futebol da Madeira, após a realização de alguns torneios de futebol promovidos no seu recinto, com o forte apoio da Junta de Freguesia do Imaculado Coração de Maria. Após uma tentativa falhada na modalidade de futsal, deu-se depois o ressurgimento do ciclismo e a abertura da secção de bilhar, modalidades ainda hoje praticadas no clube.

A partir de 2012, e na sequência de uma profunda renovação nos seus órgãos sociais, o Carvalheiro ganhou uma nova dinâmica social, um sentido mais ecléctico e uma vocação mais formativa. Desta forma, recuperou a actividade nas modalidades de futsal e andebol, estreou-se na natação, no voleibol, no atletismo, no trail, no motociclismo e no automobilismo, ganhando ainda uma dinâmica sem precedentes no futebol jovem. Hoje, tem em actividade cerca de 300 praticantes, dos quais mais de 150 são crianças e jovens naturais da cidade do Funchal. Paralelamente a este exponencial crescimento desportivo, o clube reforçou a sua função social, promovendo e apoiando causas em prol dos mais desfavorecidos, realizando acções a favor da cultura e da tradição, e complementando o seu trabalho com iniciativas de cariz lúdico e recreativo, em benefício dos seus sócios e simpatizantes.

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